Há algum problema de usar lenha verde?

Nunca se deve usar lenha verde, a lenha verde poderá conter até 75% de humidade, essa percentagem terá um efeito significativo no rendimento da lenha e sobre o poder calorífico da lenha uma vez que, parte do calor gerado inicialmente serve para evaporar a água contida nesta, sendo desperdiçada na chaminé junto com o vapor produzido. Antes de ser utilizada, a lenha deve ser envelhecida por um período não inferior a 18 ou 24 meses, de modo a reduzir o seu teor de humidade a níveis aceitáveis, entre 15 e 20%. Para se obter uma melhor prestação da sua lareira ou recuperador de calor é aconselhável, sendo possível, fazer uma mistura de lenha macia e dura, mais ou menos na percentagem 20% / 80% respectivamente. Esta mistura irá tirar partido do forte de cada tipo de lenha e irá manter um lume forte e duradouro

O que é o rendimento de um recuperador de calor / salamandra?

Trata-se de um valor expresso em percentagem que indica a quantidade de calor gerada pela combustão que será efectivamente emitida para o ambiente. Ou seja, se uma caldeira tiver um rendimento de 90 %, isso significa que se ela queimar 100 kg de lenha / pellets, utiliza 90 kg para o aquecimento: 10 % de perdas e 90 % de calor. O rendimento permite compreender quanto é que você poderá realmente economizar graças ao equipamento. Ao passo que os melhores recuperadores de calor a lenha podem ultrapassar por pouco os 80 % de rendimento, as máquinas a pellets com melhor performance no mercado atingem os 90 %. Isto significa que com a mesma quantidade de combustível se obtém uma quantidade maior de calor com os pellets do que com a lenha.

É sempre necessário ter uma conduta de saída de fumos para instalar uma salamandra a pellets?

Se quiser instalar uma salamandra a pellets, deverá ter consciência de que é absolutamente necessário ter uma conduta de saída de fumo que chegue ao telhado. Todos os fabricantes desaconselham a saída do fumo directamente para a parede sem que haja uma conduta de fumo, uma vez que isso poderá comprometer o bom funcionamento da salamandra, funcione ela a pellets ou a lenha. Se não existir, deverá construir uma conduta de fumo. Se viver num prédio, informe-se junto do administrador do condomínio sobre como proceder. Se já existir deverá verificar, antes da instalação, que a conduta está em condições de ser utilizada. Se se tratar de uma salamandra a pellets hermética só necessita de uma saída para o exterior para a libertação do dióxido de carbono.

Salamandras a Lenha e Salamandras a Pellets: quais as principais diferenças e semelhanças?

No momento de decidir qual a salamandra mais adequada para a sua casa pense que esta deve ir de encontro às suas expectativas em termos de eficiência e design. Trata-se de um investimento num equipamento cuja finalidade é aquecer a sua casa mas que, inevitavelmente, tem um forte impacto estético nas divisões onde é colocado. Quando falamos neste tipo de salamandras é importante referir que ambas são muito eficientes e económicas. Estes equipamentos possuem um grande poder calorífico e uma combustão eficiente que se traduzem numa chama estável e duradoura. Por outro lado, existe a contrapartida da produção de fumo e libertação de partículas resultantes da combustão. Isso implica a existência de uma chaminé por onde essas substâncias possam ser expelidas para o exterior. Por sua vez, a existência de uma chaminé será responsável por uma perda de calor significativa. Apesar de a lenha ser um combustível de baixo custo, as pellets são uma forma de biocombustível obtido através de subprodutos como serradura ou outros resíduos de madeira. Ou seja, evita desperdícios, ocupa menos espaço e produz menos cinza de que a lenha. Nesse aspeto, para quem procura uma salamandra ecológica e com um grande poder calorífico, as salamandras a pellets são as mais indicadas. Em contrapartida, quem prefere o tradicional estalar da lenha a arder deve considerar as salamandras a lenha. São equipamentos fantásticos com uma presença robusta e de grande personalidade. O combustível é económico e o poder calorífico é extraordinário.

Como devo limpar o vidro do meu recuperador de calor?

Quem possui um recuperador de calor sabe que a manutenção e limpeza destes equipamentos é de extrema importância. Por um lado, a limpeza e manutenção do seu recuperador de calor é essencial para garantir o seu funcionamento dentro de todos os critérios de segurança, por outro lado, o hábito de limpar devidamente o equipamento aumenta o tempo de vida útil do mesmo. Para começar é fundamental que proceda à limpeza com o recuperador de calor fora de serviço e completamente frio. O primeiro passo é retirar as cinzas com a ajuda de uma pequena vassoura e de uma pá. Remova toda a sujidade dos cantos e garanta que não sobram resíduos no interior. Para limpar o vidro do seu recuperador de calor pode recorrer a produtos específicos para este tipo de limpeza, contudo lembre-se de que este tipo de produtos pode ser corrosivo e, neste caso, é fundamental que não o deixe escorrer pelo vidro. Outro pequeno truque caseiro para a limpeza dos vidros de recuperadores de calor é a utilização da cinza. Basta pegar numa folha de jornal, amarrotá-la e humedecê-la em água. De seguida, passe a folha de jornal pela cinza e esfregue o vidro do seu recuperador. Repita as vezes que considerar necessárias. Por fim faça o mesmo mas, para concluir a limpeza, humedeça o jornal apenas em água e esfregue o vidro para tirar os resíduos de cinza. O resultado é surpreendente e bastante económico.

O que é melhor: briquetes ou lenha?

Os briquetes fornecem mais calor, o seu poder calorífico é muito potente, embora varie dependendo de cada fabricante e os resíduos de madeira com os quais são fabricados os briquetes. No entanto, embora os briquetes tenham um valor calorífico superior, a duração deles é muito menor do que a boa madeira de carvalho ou de oliveira. Briquetes são um bom recurso para aquecer uma casa que foi fechada por muitos dias. É aconselhável começar a usar os briquetes para criar uma atmosfera acolhedora e depois manter o fogo com uma boa madeira. A combinação de ambos combustíveis é a alternativa mais aconselhável. O uso de briquetes nos prédios, sótãos, etc. é uma alternativa razoável porque é um combustível limpo, fácil de empilhar e simples de transportar. Lembre-se de que nem todos os briquetes são os mesmos. Os resíduos florestais com os quais são fabricados determinarão o preço e o poder calorífico desta energia alternativa chamada biomassa. No mercado doméstico ainda é difícil encontrar briquetes de carvão ou lignite, mas seu valor calorífico e duração é muito maior que o fornecido pelos briquetes. Seu alto preço, uma vez que é um produto de importação, dificulta a entrada em nosso mercado, mas sua performance é muito notável em comparação com outros combustíveis.

Quando é a melhor altura para comprar lenha?

A melhor altura para comprar nossa carga de lenha é o período de setembro a outubro, mas para utilizar no ano seguinte. A madeira passa por um processo desde sua poda até seu posterior armazenamento em sua casa de pelo menos 7 meses. Portanto, para comprar madeira seca (não verde), os meses de setembro e outubro são os mais favoráveis. Não devemos confundir os termos madeira seca e madeira molhada. A lenha seca é aquela que passou por um processo de secagem no campo por alguns meses e a madeira que está seca (que não é mais verde), mas que se molhou no armazém para adquiri-lo, o consumidor pouco prevendo no tempo das chuvas. Idealmente, uma vez que a madeira tenha secado, poderá manter a madeira coberta no armazém, mas isso aumentaria significativamente o preço final da madeira de carvalho e atrasaria seu processo de secagem natural.

Qual é a melhor lenha para o recuperador de calor / salamandra?

Para salamandras e recuperadores de calor existem diversos tipos de lenha. As lenhas de maior densidade, como a lenha de azinho, de carvalho, eucalipto ou de sobreiro são as melhores em termos de produção de calor, rendimento e consumo, no entanto, deve-se ter em conta que a sua composição dificulta o acendimento. A lenha de pinho, por ser um tipo de lenha resinosa, deve ser usada com moderação, esta lenha traz algumas vantagens no acendimento em relação aos outros tipos de lenha, mas acarreta mais manutenção quer seja com recuperador de calor ou lareira, e requer mais limpeza da sua chaminé. A lenha pode classificar-se em duas categorias, baixa e alta densidade, mais macia ou dura, esta classificação mede-se de acordo com o peso em kg por m³ de matéria: Lenha macia ou de baixa densidade: pesa em média cerca de 300-350 Kg/m³ – pinheiro, choupo, abeto, eucalipto, castanheiro entre outros. É de queima mais rápida, produzindo um calor forte, o que a torna excelente para iniciar o fogo, mas como queima rápido requer recarregar mais frequência a lareira ou recuperador de calor. Lenha dura ou de alta densidade: pesa cerca de 350-400 Kg/m³ – azinheira, carvalho, ulmeiro, faia, entre outros. Esta lenha é mais densa e muito menos resinosa, por isso irá queimar mais lentamente, produzindo um calor mais duradouro, evitando os abastecimentos mais frequentes.

Como realizar a limpeza diária de um recuperador de calor ou salamandra?

A limpeza diária de um recuperador de calor ou salamandra é essencial para a combustão correta do combustível. O essencial é remover cinzas e escórias resultantes de combustões anteriores que, por segurança, devem ser depositadas em um balde de chapa metálica, controlando possíveis resíduos ainda incandescentes. O uso de um aspirador de cinzas irá melhorar substancialmente a limpeza. A deposição das cinzas nas plantas é um bom fertilizante natural que podemos usar ocasionalmente.

Devo limpar regularmente a chaminé?

Sim. Mantendo a chaminé limpa, obtemos uma boa combustão. As condutas, quando estão totalmente limpas, fornecem uma tiragem completa, o que facilita a ignição do combustível. Com a limpeza, evitamos possíveis incêndios de fuligem (creosoto) acumulados na chaminé. É frequente os fogos nas chaminés, que podem ocorrer se passarem os anos e não mantemos as condutas em boas condições. Devido ao calor contínuo ao qual os materiais estão sujeitos, às vezes podem ocorrer desprendimentos de algum material dentro da chaminé como um tijolo, gesso e outros. As aves geralmente têm como ponto de referência aninhamento em chaminés com o qual é possível que, em algumas ocasiões, parte do ninho possa entupir total ou parcialmente as condutas. Será importante ter em atenção se a nossa chaminé é direta ou tem cotovelos, no segundo caso, devemos limpar os registros e os cotovelos com mais frequência.

É possível instalar um aquecimento central em qualquer casa?

Sim. Os sistemas de aquecimento central actualmente comercializados são versáteis ao ponto de serem instaláveis em qualquer habitação. Qualquer apartamento ou moradia, novo ou antigo, pode receber uma instalação de aquecimento central e assim desfrutar de toda a comodidade oferecida por este sistema. De facto, não é necessário que uma casa esteja equipada de raiz com todas as tubagens de água que constituem o sistema. Existem, hoje em dia, componentes modulares que permitem efectuar a instalação em qualquer casa, esteticamente integrados e sem ser necessário proceder a grandes obras na habitação.

Quais as vantagens dos recuperadores de calor a lenha e a pellets em relação às lareiras abertas tradicionais?

As lareiras tradicionais são claramente uma má opção sob o ponto de vista energético. Podemos gostar da ambiente da lenha a arder quando lá fora está frio. Isso pode criar uma atmosfera romântica ou rústica, mas a verdade é que as lareiras aquecem muito pouco, esbanjam a lenha que nelas colocamos e quando usadas por períodos longos são nocivas à nossa saúde. Lareira abertas: uma má escolha, pouco saudável Apenas cerca de 10% do calor gerado pela combustão da lenha nas lareiras aquece de facto as nossas casas. Os restantes 90% são literalmente 'perdidos' pela chaminé. E para agravar este panorama, emitem poluentes perigosos em larga escala: CO2, CO, dioxinas, arsénico, formaldeído. Muitas pessoas argumentam que os nossos antepassados conviveram abundantemente com o fumo das fogueiras, e que elas não são nada de novo na nossa vida como espécie, o que é verdade. Mas há também que não esquecer que os nossos antepassados não viviam tanto tempo como nós vivemos, ou em ambientes fechados como o são as casas modernas, onde os efeitos dos fumos da combustão da lenha são muito mais perigosos. O fumo da madeira contém complexas partículas microscópicas que entram no nosso sistema respiratório e agravam ou criam problemas cardíacos e pulmonares, nomeadamente a asma. Minimizar os efeitos nocivos do uso da madeira Lareiras abertas são pois uma má escolha. Para minimizar o seu impacto negativo deve usar lenha bem seca, que liberta mais calor e menos fumo. Certifique-se de que a lenha não esteve exposta à chuva e que está cortada e armazenada há vários meses. A técnica de criação do fogo também é importante. O fogo deve ser mantido vivo, ou seja, como chamas altas durante um período de, digamos, 15 ou 20 minutos, para permitir o aquecimento dos materiais ligados à lareira e à chaminé e para limitar a quantidade de fumo que potencialmente se pode espalhar pela casa. Não se esqueça também de manter o tampão da lareira fechada nos períodos em que a mesma não está a ser usada, para minimizar perdas de calor. Seja como for, estes procedimentos são apenas paliativos. Eles podem minimizar alguns efeitos negativos associados às lareiras abertas, mas se está realmente interessado em usar com regularidade uma lareira, considere transformá-la num recuperador de calor. Recuperadores de calor Os recuperadores de calor são basicamente fogões de aquecimento (salamandras), desenhados para se encaixarem nas aberturas das lareiras. Mas as suas vantagens são significativas: os níveis de emissões associados a recuperadores de calor é bem menor do que os das lareiras abertas (qualquer coisa como 4 gramas por hora, em bons recuperadores de calor, versus 30 gramas). E eles podem assegurar muito baixas fugas de fumos para as divisões da casa e um razoável output em termos de calor gerado. Eficiência dos recuperadores de calor Mas preste atenção: os recuperadores de calor não são todos iguais. Neste momento, no caso português e europeu, todos eles têm que ser certificados (norma DIN EN13229) e classificados segundo o seu rendimento e emissões de gases para o ambiente. Nesse âmbito escolha um recuperador  capaz de converter em calor cerca de 70% ou ligeiramente mais do produto da combustão da madeira. Não transija neste particular. Eles são mais caros mas merecem a diferença de preço. Não se deixe iludir por argumentos contrários de que não há diferenças em relação à classe II ou a outras classes. Não se esqueça de que os pormenores de fabrico são muito importantes, e que os recuperadores podem perder qualidade com os anos de uso, e que muitas vezes há alguma sobre-avalição da eficiência do recuperador, e que eles não são tão “limpos” ou eficientes quanto se quer crer. Outras facetas a ter em conta: prefira recuperadores com combustão selada, não os sobredimensione, use madeira bem seca e assegure-se de que a instalação está bem concebida. Recuperadores de calor a pellets Os recuperadores de calor a pellets, desde que bem construídos e instalados, eliminam parte significativa dos problemas referidos acima. A questão da eficiência em função do grau de humidade da madeira, que tanto afeta a eficiência dos recuperadores de calor, fica resolvida. Os recuperadores a pellets são de facto bastante eficientes e podem ter controlos que permitem automatizar e programar os períodos de funcionamento. São equipamento de topo, e não admira que sejam bem mais caros do que os recuperadores de calor a lenha.

Tenho uma lareira aberta e estou a pensar colocar um recuperador. É possível? Quais as vantagens?

Numa lareira aberta, a maioria do calor proveniente da queima da lenha 'escapa-se' pela chaminé e não chega a aquecer a sala. Poderá 'fechar' a lareira, colocando um recuperador de calor com ventilação integrada. Dessa forma, não só reduz a potencial intrusão de fumos e cheiros na sala como aumenta sigificativamente o rendimento da combustão da lareira. Para aquecer uma divisão adjacente, poderá colocar uma tubagem metálica que leve o calor do recuperador até uma grelha nessa divisão. A Smartfire comercializa uma vasta gama de recuperadores de calor de fácil integração na lareira existente e com saídas de ar quente canalizável.

Posso ter águas quentes sanitárias produzidas pela caldeira a lenha ou pellets?

Pode, incorporando na instalação de aquecimento o aquecimento de águas sanitárias. Desse modo obtém todo o conforto ao mesmo tempo que poupa em combustível também nas águas dos banhos e no uso corrente de água quente (por exemplo na cozinha). Água Quente Sanitária (A.Q.S.) são as águas de consumo doméstico que se pretendam a uma temperatura superior à que é fornecida pela rede de abastecimento público, podendo ser produzidas ou por um esquentador ou por uma caldeira ou um sistema constituído por uma caldeira acoplada a um acumulador. No caso de aquecimento de águas instantâneas: a água fria entra diretamente na caldeira onde é aquecida de uma forma instantânea à medida que vai circulando pelo permutador de calor do aparelho. Desta forma, garante-se um fornecimento de (A.Q.S.) sem tempos de espera. No caso de aquecimento de águas por acumulação: a água fria da rede de distribuição pública entra no acumulador onde é aquecida através do seu permutador e serpentina. No interior da serpentina, circula água que é aquecida em circuito fechado pela caldeira. Desta forma garante-se o fornecimento simultâneo de A.Q.S. em vários pontos de tiragem (torneiras), dependendo da capacidade do acumulador e da potência da caldeira.

Qual a manutenção necessária a um sistema de aquecimento central?

Como qualquer aparelho, é importante prever um esquema de manutenção periódica, no sentido de repor as condições de bom funcionamento e prevenir avarias de maior gravidade. Caldeira: para assegurar um funcionamento perfeito, a caldeira deverá beneficiar de uma limpeza e revisão anual; Acumulador: no caso do acumulador, a frequência de manutenção depende da qualidade da água da zona onde ele estiver instalado, a qual provocará maiores ou menores incrustações de calcário. Rede de água: com exceção das purgas de ar a realizar periodicamente, a rede de água do aquecimento central não necessita de qualquer tipo de manutenção, sendo mesmo desaconselhável efetuar qualquer intervenção.

Quanto custa uma instalação de aquecimento central?

O custo de uma instalação de aquecimento central é variável e depende de um conjunto de fatores relacionados com o tipo de solução pretendida, área de habitação, tipo de habitação, etc. Podemos considerar basicamente dois tipos de custos:
  • Custos inerentes ao equipamento necessário à instalação, tal como caldeira, depósito, tubagem, isolamento, radiadores, válvulas, etc. Os custos dependem apenas das necessidades térmicas da habitação e da solução adotada.
  • Custos inerentes à mão-de-obra da instalação. Aqui os custos dependem não tanto das necessidades térmicas da habitação mas da habitação propriamente dita. Uma instalação de aquecimento feita em fase de construção será menos dispendiosa do que uma instalação feita após o término da construção, já que, no segundo caso, a dissimulação da tubagem obriga a trabalhos suplementares de construção civil.

Porquê optar por um sistema um aquecimento central?

O aquecimento central conjuga o máximo conforto com a máxima economia sendo a solução mais racional do ponto de vista energético, fator que cada vez mais preocupa a sociedade moderna. Permite-lhe aquecer a casa e ter água quente para o seu duche ou para as tarefas da cozinha. Tudo o que precisa para dar mais conforto e calor à sua vida e sempre com a máxima segurança. O melhor sistema de aquecimento central é aquele que garante o melhor conforto no Inverno com um baixo custo energético e de manutenção. Assim é necessário ter um cuidado especial na escolha dos equipamentos a adquirir bem como na escolha da fonte de energia a usar. A Smartfire comercializa uma grande variedade de equipamentos para esse fim, a sua escolha depende de vários fatores tais como: custos iniciais de aquisição; custos da instalação dos equipamentos suplementares necessários e, os custos de manutenção e reparação ao longo da sua vida útil. Asseguramos-lhe que na nossa loja online adquire sempre produtos de marcas de qualidade.

Recuperadores de calor: como fazer a manutenção e limpeza

Todas as operações de manutenção devem ser feitas com o equipamento fora de serviço e completamente frio. Com uma pequena vassoura varra as cinzas para uma pá e despeje-a. É natural que ao fim de algum tempo de uso e dependendo do tipo de lenha que se utiliza, se depositem cinzas na parte superior do deflector. Recomenda-se uma aspiração regular para que não se prejudique o correto funcionamento do Recuperador. O vidro cerâmico deve ser limpo com um limpa vidros específico para Recuperadores de Calor e Salamandras. Siga as instruções de utilização do fabricante e evite que o líquido limpa vidros toque nas partes metálicas do aparelho. Se tiver que utilizar um produto químico de limpeza, não esqueça que o mesmo é altamente corrosivo e aplicado em excesso (não o deixe escorrer pelo vidro), pode danificar a sua porta e os materiais de vedação da mesma. Anualmente deve ser feita a limpeza da chaminé. A falta de limpeza aumenta consideravelmente o risco de incêndio na conduta de fumos e provoca o gradual mau funcionamento do Recuperador de Calor. Após um período longo sem utilizar o seu Recuperador de Calor, verifique se há obstruções na saída de fumos e na chaminé que impeçam o correto funcionamento do aparelho. Com a utilização do Recuperador, é natural que o cordão de isolamento da câmara de combustão se desgaste, proporcionando uma vedação insuficiente. No caso de incêndio na chaminé proceda da seguinte forma: feche imediatamente a porta e o registo de admissão de ar do Recuperador de Calor. A falta de oxigenação irá extinguir o fogo por si. Faça uma verificação da chaminé antes de voltar a utilizar o seu aparelho. As superfícies do seu Recuperador de Calor foram pintadas com tinta de alta temperatura. A utilização de água, detergentes e abrasivos é rigorosamente proibido. Utilize um pincel de pelo suave para retirar o pó das suas superfícies. Se notar que em algum ponto a pintura possa estar em perigo, utilize o spray recomendado de alta temperatura, na cor correspondente, de acordo com as instruções de utilização do fabricante.

Como funciona uma salamandra a pellets?

As salamandras a pellets funcionam automaticamente, podendo ser programadas. O mecanismo é resultado da carga de pellets no cinzeiro, localizado na câmara de fogo. A salamandra conduz esses pellets do depósito de combustível para o cinzeiro graças a um parafuso que gira e extrai os pellets do depósito. Ao mesmo tempo, a resistência é ligada, queimando os primeiros pellets enquanto a salamandra extrai a ventilação da câmara de fogo e acende os pellets. O ar depois é aquecido através da ventilação frontal, através da janela da câmara de combustão e do seu chassis.

Necessito de uma saída de fumos? Que emissões são produzidas?

Sim, é necessária uma saída de fumos do diâmetro indicado para o equipamento. Na verdade, só é visível algum fumo durante cerca de um minuto, durante o acendimento. Após esse período, só são evacuados gases imperceptíveis visualmente. Todos os processos de combustão implicam a produção de gases poluentes, alguns mais do que outros. No caso dos pellets e da lenha, as emissões produzidas são sobretudo o monóxido de carbono (CO) e as chamadas «poeiras finas», associadas sobretudo a aparelhos antigos. Pelo contrário, as salamandras modernas têm níveis de emissões particularmente baixos, pois garantem um processo de combustão o mais completo possível. O pellet é considerado um combustível 'verde', uma vez que o seu impacto no Co2 é igual a zero: a quantidade de anidrido carbónico emitido é equivalente à que uma planta consegue absorver.

Quais as vantagens económicas e funcionais dos equipamentos a pellets?

1 - O aspecto principal é sem dúvida a sua funcionalidade, pelo sentido prático que proporciona o manuseamento e armazenamento. Apresentados em sacos estanques de 15 kg, podem ser guardados em casa, sem lixos nem resíduos, garantindo um fácil transporte. O armazenamento pode ser feito em áreas muito reduzidas, bastando empilhar os sacos necessários para um Inverno. 2 - Acendem rapidamente e deixam poucos resíduos de cinzas, o que facilita a limpeza que pode ser inclusive feita através de um aspirador. Com o acendimento automático basta premir um botão para iniciar a ignição e tem chama ao fim de alguns minutos. Acabaram as desculpas para não acender a lareira, é o fim da fadiga das pinhas, acendalhas, papéis para pegar fogo. 3 - Regulação de temperatura através de um termóstato que faz a leitura da zona onde está instalado, enviando a informação para o equipamento, que vai fazer com que diminua a queda de madeira (pellets) reduzindo ou aumentando a potência. Desta forma, uma vez escolhida a temperatura (por exemplo 22ºC) o recuperador vai aumentar ou diminuir a chama em função desta ordem. 4 - A lenha prensada (pellet) está isenta de humidades e resinas, o que permite uma combustão quase total. O doseamento da alimentação (queda pellet a pellet) traduz-se num consumo reduzido 5 - Permite o conforto e beleza da madeira com uma combustão mais limpa, eficaz e com maior aproveitamento calórico. 6 - Baixo custo dos pellets de primeira qualidade quando comparado com o gás, diesel ou electricidade permite uma poupança considerável no aquecimento. Vendido em sacos de 15 kg, a uma média de 3,50€ já com IVA incluído, o que reflecte um custo por kg de 0,23€. O consumo médio anual para recuperadores com capacidade para aquecer cerca de 180 m2 em espaço aberto é de aprox. 400 kg. 7 - Energia ecológica: utilizando exclusivamente na sua constituição resíduos de madeiras de fabricantes de móveis e de limpeza de florestas, não implica o abate directo de qualquer árvore. Ao dar um destino aos resíduos das limpezas das florestas, diminui-se o risco de incêndios florestais. Tem menor impacto ecológico face a combustíveis derivados do petróleo, é classificado como um combustível renovável, da categoria da Biomassa. É uma matéria-prima disponível no nosso país (logo uma fonte de energia endógena) A reduzida emissão de cinzas e partículas poluentes, tornam as pellets num combustível a ter seriamente em conta face à lenha convencional.

Como calcular a necessidade de calor e potência de uma salamandra?

A potência térmica útil é um valor expresso em kW (kilo-watts) que indica a quantidade de calor emitida pela salamandra em funcionamento. Poderá ser do senso comum, mas nunca é de mais relembrar que uma salamandra com uma potência térmica mais elevada não é automaticamente a melhor. Tudo depende do tamanho da área que a caldeira irá aquecer. Iremos calcular que potência deverá ter uma salamandra para conseguir aquecer um apartamento com isolamento médio (janelas de vidro simples), que esteja situado num local plano e que não seja especialmente frio. O espaço exemplificativo tem aproximadamente 80 metros quadrados e uma altura de 3 metros. Começamos por calcular o volume do local a aquecer: Superfície 80 m2 x altura 3 metros = 240 m3 De seguida multiplicamos o volume pelo coeficiente térmico. Se o grau de isolamento da casa for baixo, o coeficiente é igual a 40, se for médio a 35, se for elevado a 30. Neste caso, vamos utilizar um coeficiente de 35 porque temos condições de isolamento médio: 240 m3 x 35 = 8 400 Kcal Obtivemos assim a quantidade de calor que o nosso espaço precisa. A potência de uma salamandra é expressa em kW. Para converter os Kcal em kW, divida os Kcal por 862: 8.400 Kcal / 862 = 9,7 kW Concluímos que, neste caso, será necessária uma salamandra com aproximadamente 10 kW de potência.

O que significa a percentagem de rendimento da salamandra?

O rendimento é um valor expresso em percentagem que indica a quantidade de calor gerada pela combustão que será efectivamente emitida. Ou seja, se uma salamandra tiver um rendimento de 90 %, isso significa que se ela queimar 100 kg de pellets, utiliza 90 kg para o aquecimento. O rendimento permite compreender quanto é que poderá realmente economizar graças à salamandra. As melhores salamandras a lenha dificilmente ultrapassam os 80 % de rendimento, enquanto as salamandras a pellets com melhor performance no mercado atingem perto dos 90 %. Significa, portanto, que com a mesma quantidade de combustível se obtém uma quantidade maior de calor com pellets do que com lenha.

Qual é a manutenção habitual de uma salamandra a pellets?

A manutenção habitual de uma Salamandra a Pellets consiste em limpar o braseiro para retirar os restos de cinza. Esta é uma operação fundamental para evitar que os resíduos fiquem incrustados e obstruam os orifícios de saída de ar. A limpeza pode ser feita todos os dias ou uma vez por semana, dependendo da quantidade de resíduos que os pellets produzam e da utilização que se faz da caldeira. De vez em quando deverá lembrar-se de lavar o vidro por dentro e por fora para poder apreciar melhor o brilho da chama e de limpar a gaveta das cinzas que fica por baixo da câmara de combustão. Lembre-se que as operações de limpeza devem ser efectuadas apenas quando a caldeira estiver desligada e fria e a ficha eléctrica estiver também desligada.

Que pellets devo utilizar?

pelletsEscolher pellets de qualidade contribui para um maior rendimento do equipamento e, consequentemente, para consumos mais baixos, o que será uma ajuda preciosa para a sua carteira. Pellets de boa qualidade queimam melhor, produzem menos cinza e sujam menos o braseiro e o vidro, garantindo uma limpeza simples e rápida. Para ter a certeza que comprou pellets de boa qualidade, escolha pellets certificados. A única forma de ter a certeza acerca da qualidade dos pellets é escolher produtos que tenham um rótulo de qualidade. Esse rótulo garante que a emissão de calor e as quantidades de cinza estão dentro dos valores estabelecidos. Em 2012 foi introduzida uma certificação única europeia que analisa as características químicas e físicas, assim como todo o processo, desde a obtenção da matéria-prima até à venda ao cliente final, avaliando a durabilidade da produção e do transporte. O resultado é a divisão dos pellets em 3 categorias: A1 para os pellets de melhor qualidade, uma segunda, a A2, e uma terceira, marcada com a letra B, onde constam os pellets de pior qualidade, destinados a uso industrial. Para além destes certificados, verifique se: • Os pellets se adaptam ao aparelho térmico ao qual são destinados; • O saco está intacto; • Há pouca serradura ou poeira dentro do saco; • Os granulados não estão inchados, nem irregulares pois podem estar húmidos.